domingo, 13 de dezembro de 2009

Não se importa de repetir?

Na reunião com os deputados do PSD, Maria José Nogueira Pinto manifestou-se contra o complemento solidário para os idosos. Assim:


"Dar aos idosos 80 euros é um ultraje e um insulto porque eles, diabéticos, vão beber cerveja e comer doces e serão roubados pelos filhos"



PALHAÇA!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Nem mais!

O poder económico e o poder político da burguesia desconfiam do poder judicial, não estão seguros, não têm garantida a total impunidade, com o actual sistema constitucional de justiça. Por isso fazem leis que alteram a sua estrutura e os seus equilíbrios, e sonham já com a próxima revisão constitucional.


São muito justas e fundadas as preocupações que percorrem a sociedade portuguesa a propósito da corrupção e do sistema judicial.Tudo o que se está a passar é revelador do aprofundamento do domínio do poder político pelo poder económico e da correspondente degradação do regime democrático.

O crescimento dos processos, conhecidos e importantes, que vemos começar, mas cujo curso e desfecho é, quase sempre previsível (arrastamento e complicações, para acabar em nada, ou quase nada…), corresponde apenas a uma pequeníssima parte do que está por resolver no DCIAP - cerca de 700 processos de crime organizado - missão impossível com as estruturas e meios existentes no sistema.

São processos que revelam a crescente promiscuidade que existe entre o poder político e económico, que indiciam claramente o financiamento ilegal dos partidos da política da direita, que envolvem milhões, verbas colossais, que constituem verdadeiro saque ao Estado, como são os casos, muito graves, detectados pelo Tribunal de Contas, travam o crescimento e desenvolvimento económico, aprofundam as injustiças e as desigualdades.

E são processos, todos eles, os mais antigos e os mais recentes, mais claramente nuns e menos noutros, de forma mais conseguida nuns casos que noutros, com uma gestão política por parte das mesmas forças e partidos do chamado «arco do poder».

Gestão política essa cuja eficácia, maior ou menor, passa, não apenas, mas sobretudo pelo condicionamento, influência e controlo dos lugares de maior responsabilidade do aparelho judiciário.

E tudo tem servido - pressões sobre tribunais e magistrados, influências partidárias, ramificações de poderes ocultos, fugas de informação, declarações «assassinas», luta pelo controlo e controlo da comunicação social, e mesmo actuações ilegais, para evitar que a corrupção seja combatida.

Próxima revisão constitucional

Devemos ter a noção clara do que está em jogo em todos estes processos - é a autonomia do Ministério Público (MP) nas investigações, e é a independência do poder judicial nos julgamentos.

Temos dito: o poder económico e o poder político da burguesia desconfiam do poder judicial, não estão seguros, não têm garantida a total impunidade, com o actual sistema constitucional de justiça.

Por isso fazem leis que alteram a sua estrutura e os seus equilíbrios, e sonham já com a próxima revisão constitucional.

Atacam e põem em causa a existência das associações e sindicatos dos magistrados, que não conseguem controlar.

Invocam a «crise da justiça» para escamotear a responsabilidade dos governos e das políticas.

Intensificam a ofensiva e a campanha, violentíssima, que vem de há muito, contra tribunais e magistrados - de todo o lado: de grandes empresários, de comentadores e académicos de serviço, de bastonários, de deputados, de ministros e do primeiro ministro.

Com certo descontrolo, até, como fez Vieira da Silva, apelidando de espionagem a actuação legal dos magistrados de Aveiro.

Mas com meridiana clareza e sem nenhum pudor, como fez Vital Moreira, há dias, num vibrante apelo à união de todos os políticos perante o inimigo potencial de todos: os magistrados. Diz ele, textualmente: «Decididamente, o poder político não pode estar permanentemente à mercê destas emboscadas judicial-mediáticas. Em vez de se regozijarem com essas situações e de as explorarem politicamente em seu proveito, os líderes da oposição e os titulares de outros cargos políticos deveriam pensar que poderá também chegar a sua vez de serem vítimas dos abusos de poder de agentes da justiça (…)».

Portanto, quer ele dizer: ocupantes do poder e ocupantes da oposição, há que reunir as hostes contra os agentes da justiça! Mais claro não se pode ser!

Defender o regime democrático

A nossa justiça é uma justiça de classe, temo-lo dito. Menos pela origem de classe dos magistrados ou pela arquitectura da Constituição de Abril. Sobretudo, isso sim, pelo desrespeito pela separação dos poderes e pelo sentido de classe das políticas e das leis, feitas à medida dos seus interesses. E nisso, PS, PSD e CDS estão bem uns para os outros e são por igual responsáveis.

Aprovaram, sucessivamente, reformas nas leis penais, leis de política criminal, do acesso e composição do Supremo, alterações nos conselhos, alterações ao estatuto do MP, limitações no acesso aos tribunais.

Acentuam as desigualdades face à Lei fundamental. Limitam a independência. Protegem os poderosos.

Foram ao ponto de aprovar (contra a nossa opinião) um artigo no Código de Processo Penal que, retirando poder ao colectivo do Supremo, entrega ao seu Presidente, e só a ele, o poder de autorizar escutas, e apenas escutas (sabem como elas podem ser decisivas) que envolvam as três principais figuras do Estado, desta forma completamente blindadas.

Finalmente, quanto aos tribunais, à defesa de direitos e ao acesso à justiça, tornada cada vez mais difícil para os trabalhadores e cidadãos em geral, a estratégia do Governo e da nova equipa está no seu programa e não oferece dúvidas. E diz: «O Governo pugnará por uma justiça que seja vista pelos cidadãos mais como serviço do que como poder, e orientará a sua acção no sentido de a justiça ser virada para o cidadão, como consumidor de um serviço.» É verdade. Está escrito. Ir à justiça será assim como ir à mercearia, um puro acto de consumo. Para quem tem dinheiro. Não podemos aceitar e vamos lutar contra isto com novas propostas.

O Partido, todo o Partido, não pode nem vai baixar os braços. Acesso ao direito e independência dos tribunais - deverão continuar a ser as traves mestras, estratégicas, da nossa intervenção e das nossas propostas. Não estamos sozinhos. Há forças e vontades que crescem. E condições para mobilizar em defesa do projecto constitucional e do regime democrático.



EDITORIAL 1879 JORNAL AVANTE
07.12.200

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Há que dizê-lo com frontalidade

"Não só não me importo como acho uma honra ser, como se diz, pirateado. Não só pelo facto de eu próprio ser pirata. É porque o mundo mudou. "


Miguel Esteves Cardoso

sábado, 5 de dezembro de 2009

O que me preocupa é o Efeito Calimero...

PS venceria novamente eleições, diz sondagem

"O PS venceria novamente as eleições, também com maioria relativa, segundo o barómetro SIC/Expresso/Rádio Renascença."



Com tanda "desgraça" e "azar" e tanta porrada de todo o lado, ainda  ficamos todos com pena dele...
É que há uma geração que foi criada a ver o Calimero, que terminava invariavelmente com o pintinho amoroso a chorar e a dizer "Oh! É uma injustiça!" E não é que nós acreditavamos?

Para não falar da tal máxima: "O que não me mata torna-me mais forte" 

Isto está porreiro pá!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

"10 mil robalos"


Corrupção e gastronomia

Depois de Armando Vara ter falado aos jornalistas à porta do Tribunal de Instrução Criminal de Aveiro, onde prestou depoimento durante oito horas, ficou a saber-se que o seu envolvimento no caso "Face Oculta" é apenas um infeliz equívoco e que, ao contrário do que resulta da investigação do MP e da PJ, não terá recebido 10 mil euros do principal arguido mas, sim, uns robalos (a princípio ainda se percebeu "roubá-los", mas tratava-se, na realidade, de inocentes robalos).

Sabia-se que, com a reforma penal de 2007, a Justiça deixara de ser cega; não se imaginava é que ficara surda a ponto de confundir "10 mil robalos" com "10 mil euros".

Não é, aliás, a primeira vez que a Justiça confunde produtos alimentares com corrupção e tráfico de influências. Já no caso "Apito Dourado" onde, nas escutas, os arguidos falavam de fruta, a Justiça ouviu "prostituta".

Por este andar, não custa a crer que o caso "Furacão" se resuma (se não, veremos) a um cozido à portuguesa e o dos submarinos a uns peixinhos da horta.

E que descubramos todos com alívio que, afinal, não há corrupção em Portugal, come-se é bem.

Manuel António Pina in Jornal de Notícias
2009-11-30

PAULO BENTO RECUSA-SE A FAZER TESTE DE PATERNIDADE!


Apesar das evidências!!!



Recebido por e-mail

domingo, 29 de novembro de 2009

Muito giro


Contra marés e ventos fortes!

Portuguesas são as que mais valorizam filhos e carreira


Um estudo europeu indica que as mulheres portuguesas são as que mais valorizam quer os filhos quer a carreira, algo que no nosso país é especialmente difícil de concretizar.

Lusa

10:23 Quinta-feira, 26 de Nov de 2009

Esta notícia deixou-me orgulhosa apesar de não nos servir de nada! Temos uma lei que dá mesmo vontade  de não ter filhos e não trabalhar!

sábado, 28 de novembro de 2009

Mas ele acha que somos tótós?

"Vara diz que só recebeu robalos e equipamento desportivo"

Alguém sabe o preço a que está o robalo?
Já imagino o Sr. Godinho à espera da sua vez, na recepção, para ser recebido no gabinete do Vice Presidente do BCP, com 2 quilos de robalos num cesto e a secretária a franzir o nariz do pivete do peixe  que o sucateiro vai deixando no ar por onde passa...

Entrando no gabinete de Vara, este tira-lhe o cesto do braço e olhando paa o seu conteúdo, diz: Oh meu caro amigo, são 2 quilos tal como combinamos? E o equipamento com o simbolo da águia? Ah ok. está por baixo. O meu filho vai dar saltos de contente. É sempre um prazer negociar consigo, Sr. Godinho. Disponha sempre. A minha Agripina faz uns robalos no forno que são uma maravilha...